A sabedoria do comer

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Por Ludmara Zimmermann- Juiz de Fora

Quando bebês, nosso ritmo alimentar é ditado por duas sabedorias vitais: – a fome e a saciedade. Com fome, o bebê chora querendo o seio materno – a fonte de seu alimento e “larga” o peito, já saciado de suas necessidades, inclusive nutricionais.
A medida que crescemos nosso centro de auto-regulação alimentar que nos diz sobre o que, quanto, e quando comer; cede a interferências do meio social onde estamos inseridos. As regras externas tornam – se importantes nas nossas escolhas alimentares e, dependendo da maneira como são colocadas podem ser benéficas na criação de um repertório diverso nutricionalmente, ou podem inibir a expressão natural dessas sabedorias genuínas.
Comandos como “raspe o prato”, “coma tudo para ganhar sobremesa”, “coma para que eu fique feliz” e outros tantos podem sobrepor aos comandos internos, que a longo prazo pode gerar uma desconexão com a essência alimentar
Excesso de alimentos industrializados também podem gerar tal desconexão por tratar-se de alimentos muito apetitosos artificialmente as custas do acréscimo cada vez maior de aditivos químicos que podem ludibriar nossos centros se auto – regulação alimentar.Vale ressaltar que crianças que ingerem uma variedade de alimentos in natura (sem adição de aditivos) como frutas, vegetais, cereais, leguminosas e carnes frescas tendem a comer o que o organismo precisa tanto quantitativa como qualitativamente para seu perfeito desenvolvimento integral.
Hoje, já adultos, podemos afirmar que não comemos mais somente por estarmos com fome. Entre nós e a comida existem muitas relações possíveis… Sentimentos, dos mais diversos, nos levam a buscar por comida e além disso, a necessidade saudável do ser humano de compartilhar, festejar, reunir e comemorar sempre é regado a deliciosos “comes e bebes”.
Se estamos atentos, presentes, conscientes e conectados com nossa essência alimentar conseguimos usufruir de tais alegrias sem excessos e exageros e, diferenciar, por exemplo, tédio de fome, ou seja fome emocional da fome física.
É de vital importância que nós adultos possamos resgatar essas sabedorias e mantê-las vivas no direcionamento do nosso comportamento alimentar para que estejamos sensíveis, respeitosos e cuidadosos com a infância e o com o relacionamento com a comida que se inicia ali.

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