Você sabe o porquê comemoramos o Dia da Consciência Negra em 20 de novembro? Não? Então vamos lá que eu explico.

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Obra de Rosana Paulino – ‘’Parede da memória’, instalação. Microfibra, tecidos, imagem digital sobre papel, linha e aquarela. Aproximadamente 8 x 8 x 3 cm cada elemento, dimensão variável, 1994/2015

Este dia não foi escolhido ao acaso, a data faz referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares em 1695, líder do Quilombo dos Palmares que entrou para a história com um dos maiores símbolos da resistência negra no Brasil. Zumbi foi um guerreiro que com muita ousadia e coragem lutou bravamente contra o sistema escravista, no intuito de preservar o modo de vida dos africanos escravizados que conseguiam fugir das agruras da escravidão. Logo, o Dia Nacional da Consciência Negra é também considerado o Dia de Zumbi dos Palmares.

Em 2003, o Dia da Consciência Negra entrou no calendário escolar de todo território nacional com a lei que obriga o ensino de história e cultura afro-brasileira nas escolas, além de ser considerada feriado em vários estados e municípios espalhados pelo país. Sua importância está no reconhecimento dos descendentes africanos na construção e na formação da sociedade brasileira evocando importantes reflexões sobre racismo, a discriminação, a desigualdade social, a inclusão do negro na sociedade, a religião e cultura afro-brasileiras.  

O 13 de maio, data em que foi promulgada a abolição da escravatura foi deixado de lado enquanto um dia de celebração pois representa uma “falsa liberdade”, uma vez que, após a Lei Áurea, os negros foram entregues à própria sorte e ficaram sem nenhum tipo de assistência do poder público. Fato este, que justifica a imensa desigualdade social entre negros e brancos que vivenciamos até hoje no Brasil.

Os debates em torno da causa antirracista têm ganhado cada vez mais força nos últimos anos e a população negra tem tido conquistas históricas e inéditas na luta por justiça e igualdade direitos nos mais variados seguimentos. O Dia da Consciência Negra é importante para relembramos que a nossa sociedade foi construída por meio da escravidão. Por mais que melhorias e mudanças tenham acontecido, a falta de oportunidades para a população negra, o racismo presente nos detalhes do cotidiano e as tentativas de apagamento de cultura africana evidenciam que ainda temos um longo caminho a ser trilhado. É disso que se trata o Dia da Consciência Negra.

É fundamental a promoção continuada de fóruns, debates e outras atividades que valorizam a cultura afro-brasileira, pois o antirracismo é uma luta de todos e todas e precisa ser contemplado todos os dias do ano, em todos os espaços de interação social. Somente unidos, pessoas negras e brancas, poderemos vencer o racismo, exigir mudanças de comportamento e lutar por  representatividade em um país mais justo e saudável para todo mundo.

DICA DE LEITURA PARA CRIANÇA:

https://youtu.be/DO_FN-mEn84?list=PLUljRP5Gwfln0Zak8XQDzuGz2jnJuUc2R

 

 Em seu segundo livro, Emicida faz uso da narrativa poética e ritmada que encantou os leitores em Amoras, dessa vez para explorar um tema que nos acompanha durante toda a vida: o medo do desconhecido. Ao longo dessas páginas, ilustradas por Aldo Fabrini, as duas meninas vão descobrir que enfrentar os próprios medos pode ― quem diria? ―, nos transformar por dentro e por fora.

DICA DE LEITURA PARA O ADULTO:

Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.

 

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